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Câmara de Mogi discute o tema “Políticas de Animais de Fazenda na Cidade”

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes recebeu na tarde desta segunda-feira, 31, a audiência pública “Políticas para Animais de Fazenda na Cidade”, ministrada pela médica veterinária e gerente técnica do Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal, Haiuly Viana. A ONG é formada por uma equipe multidisciplinar, que dá suporte ao desenvolvimento de ações de proteção e de defesa animal. O evento aconteceu no auditório Tufi Elias Andery e contou com a participação da vereadora Fernanda Moreno (MDB), da secretária Municipal de Meio Ambiente e Proteção Animal, Patrícia Cesare dos Santos Oliveira, e de Cláudio Rogério Chamelete, inspetor da Polícia Ambiental de Guarulhos.

Também participaram do encontro vereadores de Itaquaquecetuba e Suzano, além de protetores e simpatizantes da causa.

“Já tivemos muitos avanços nas políticas públicas de proteção para cães e gatos. No entanto, para outros animais, os desafios ainda são enormes. Por exemplo: existem bois que são exportados vivos em navios e ficam de 20 a 30 dias confinados na embarcação. Não sei se é pela qualidade da carne que isso é feito. Mas e o sofrimento desses animais? Afinal, ficam aglomerados, desnutridos e submetidos a intenso estresse. Temos que falar também das espécies marinhas, que morrem pelo consumo e destinação errada de plástico. Outro tema importante são as rinhas de galo. Precisamos, sim, discutir políticas públicas para esses animais”, disse Fernanda Moreno.

Haiuly explicou que um dos objetivos da palestra é fortalecer os militantes da causa. “Queremos empoderar as pessoas da proteção animal. Queremos que elas não precisem mais passar o chapéu. Queremos que elas possam mudar o tom na forma de abordar os parlamentares”.

Outro ponto defendido pela especialista é a necessidade de criação de “pautas animalistas municipais”. “Temos onze temas que queremos levar para discussões nos âmbitos das cidades. Temos assuntos como consumo de produtos de origem clandestina, risco de transmissão de zoonoses, não investimento em rodeios, entre outros”.

“Animais como aves, bois, suínos e caprinos, entre outros, são sencientes, ou seja, são capazes de sentir dor. Mesmo assim, por questões econômicas e de interesses comerciais, eles são submetidos a variadas formas de estresse: ficam aglomerados em espaços muito pequenos, sem cuidados veterinários, sem vacinação, sem alimentação adequada, sem condições de exercer seus comportamentos naturais, como voar, ciscar e brincar. O elevado nível de estresse prejudica a imunidade e a saúde mental desses indivíduos”, argumenta a palestrante.

Haiuly falou também sobre a importância de sensibilizar outros políticos para a causa animal. “Ninguém faz políticas públicas sozinho. Na Câmara, por exemplo, precisamos convencer os colegas parlamentares. Nesse sentido, também fazemos um trabalho de sensibilização”, explica.

A veterinária também comentou sobre os impactos dos maus-tratos a animais de fazenda no ambiente urbano para a população. “São comuns os relatos de mau-cheiro por conta da falta de higienização e da produção de dejetos, de ruídos, como quando galos convivem com galinhas ou no caso dos suínos, que também vocalizam muito. Isso sem mencionar o risco de transmissão de zoonoses. Segundo a OMS [Organização Mundial de Saúde], 60% das doenças infecciosas são zoonoses, isto é, têm origem nos animais. Enfim, são vários os pontos de conflito”.

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