quinta-feira, março 5, 2026

POESIA

RIACHO

A água desce pelo monte
Umedece a mata fria
Penetra no chão enraizado
Alimentando a moita e a orquídea
Morango silvestre se aquece
No sol escarpado e matreiro
Por entre folhagens com jeito langueiro
Chega ao solo ladeiro
Cria padrões de sombras
Folhagens escuras e úmidas
Que cobrem a mata serena
Onde o pássaro canta
A plenos pulmões reclama
Aplausos que nunca viria
Chama a amada na mata
Constrói o ninho e procria.

AUDITA

Na mata fria a um lago
Lago profundo e largo
Azul e grande no vale
Onde ela habita
Canta com muita postura
Uma canção inaudita
Oferta sem usura
A voz de forma erudita
Seu canto encanta os homens
Encanta também a fauna
Recobre a mata alegre
Natureza severa audita
Canção de rara beleza
Na praia de branca areia
Escova o cabelo
A bela sereia.

TREM DA VIDA

Viver é um desafio diário. A vida não nos dá trégua, não importa o momento pelo qual estamos passando, o mundo não vai parar para esperar que nós recuperemos o fôlego.
O trem continua andando e nós não podemos ficar para trás, ainda que em muitos momentos apenas tenhamos a vontade de contemplar a paisagem e deixar o trem partir por entre as montanhas.
É verdade que em alguns momentos precisamos recuar. Andar mais devagar, mas se pararmos somos atropelados. O mundo exige de nós que sejamos fortes, mas isso não significa ser duros, nem com a gente e nem com os outros. É preciso encontrar um meio termo, nem muito ao céu e nem muito à terra.
A nossa saída, em muitos momentos, é aprender a ouvir o nosso coração. É ele que dá a nós o ritmo da vida. Em alguns momentos é preciso fazer silêncio para saber que passo dar, em qual estação do trem descer e como continuar a viagem.

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