sábado, março 7, 2026
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Projeto de tombamento da Igreja do Baruel é apresentado à população

Processo do Compac prevê reconhecimento material e imaterial, incluindo a Festa do Baruel; próximos passos envolvem pareceres técnicos antes da votação no conselho

A preservação da memória histórica e cultural de Suzano avançou mais uma etapa no último domingo (24/08), quando o Conselho Municipal de Patrimônio Cultural (Compac) apresentou à comunidade o projeto de tombamento da Capela Nossa Senhora da Piedade, conhecida como Igreja do Baruel.

Reconhecimento material e imaterial

A iniciativa, iniciada em 2021 ainda na gestão do então prefeito Rodrigo Ashiuchi, busca preservar não apenas a estrutura física do templo, reconstruído em 1916 com altar em estilo barroco tardio, mas também tradições como a Festa do Baruel e a tradicional caminhada em peregrinação até a capela.

Segundo o presidente do Compac, Renan de Lima Franco, a participação popular legitima o processo. “Esse é um processo que não se resume a proteger paredes, mas sim valores, tradições e memórias que atravessam gerações. Fizemos questão de apresentar o estudo na própria igreja, junto da comunidade, que é a verdadeira guardiã deste patrimônio”, afirmou.

Próximos passos do processo

O projeto agora será analisado pelas secretarias municipais de Planejamento Urbano e Habitação, Meio Ambiente e Cultura, que deverão emitir pareceres técnicos antes de o Compac votar o tombamento. A expectativa é que a decisão represente um marco na política de preservação cultural da cidade.

Para o secretário de Planejamento Urbano, Elvis Vieira, o processo reforça o planejamento aliado ao respeito pela história. “O tombamento garante que tanto a estrutura física quanto os aspectos imateriais, como a festa, sejam preservados para as próximas gerações. É um processo cuidadoso, que exige pareceres técnicos e diálogo com a comunidade”, destacou.

Valor histórico e cultural

A capela está ligada às origens do município, sendo referência de um dos primeiros povoados formados antes da chegada da estrada de ferro. Para o secretário de Cultura, José Luiz Spitti, a preservação vai além da arquitetura. “Estamos falando de um patrimônio que envolve fé, memória e identidade coletiva. O tombamento reconhece oficialmente que a Igreja do Baruel e suas tradições fazem parte do presente e devem ser transmitidas às futuras gerações”, reforçou.

O vice-prefeito Said Raful também destacou o simbolismo do momento. “A Igreja do Baruel representa mais do que um espaço religioso, é parte da memória coletiva de Suzano. Acompanhar esta etapa junto à comunidade reforça nosso compromisso em proteger nossas raízes culturais”, disse.

Por fim, o prefeito Pedro Ishi afirmou que o tombamento é um compromisso da gestão. “Suzano está em constante transformação, mas não pode perder suas raízes. A preservação da Igreja do Baruel é uma forma de manter vivo esse patrimônio histórico e afetivo”, concluiu.

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