O prefeito Pedro Ishi recebeu nesta terça-feira (16/09) um grupo de professores da Universidade de São Paulo (USP) e de duas universidades japonesas para dar início a um projeto de pesquisa sobre a cultura nipo-brasileira em Suzano. O encontro aconteceu no Paço Municipal Prefeito Firmino José da Costa e marcou o início de um trabalho que seguirá até 2026.
Projeto vai mapear a influência japonesa na cidade
A pesquisa pretende identificar como a tradição japonesa se reflete na vida suzanense, passando por áreas como política, esporte, festas populares, religião, educação e gastronomia. Os pesquisadores escolheram Suzano justamente por sua forte ligação histórica com a comunidade nipônica, construída ao longo de décadas.
Estiveram presentes na reunião a professora Leiko Matsubara Morales, mestre e doutora em Linguística pela USP; o economista Fumitaka Iwanami, da Universidade Komazawa; e a socióloga Yoko Kino, da Universidade Toyo. A tradução ficou a cargo de Sílvia Mizobuti, ex-bolsista da Japan International Cooperation Agency (Jica) 2023. Também participaram o secretário de Comunicação Pública, Paulo Pavione, e o vice-presidente do Bunkyo, Fernando Brandão.
Suzano como referência cultural
Suzano se tornou referência no tema, com cinco prefeitos descendentes de japoneses ao longo de sua história e o atual presidente da Câmara, vereador Artur Takayama. A cidade preserva celebrações como a Festa da Cerejeira, o Festival das Lanternas e o Bunka Matsuri, que reúnem milhares de visitantes anualmente.
No esporte, Suzano forma atletas de destaque no tênis de mesa, kendô e judô, com apoio de escolas especializadas e da Academia Terazaki, patrimônio histórico municipal.
A socióloga Yoko Kino destacou o equilíbrio entre tradição e inovação:
“Suzano reúne a tradição, como a Associação Fukuhaku e suas famílias, e a inovação, como o empresário Fernando Brandão, que está na ponta da coexistência dessas duas realidades.”
Gastronomia, religião e economia também fazem parte do estudo
Outro ponto forte da pesquisa é a gastronomia. O tombamento do Yakissoba de Suzano como patrimônio cultural imaterial e a criação da Rota do Yakissoba reforçam o papel da culinária na identidade local.
Além disso, Suzano abriga templos de grande relevância, como o Nambei Shingonshu Daigozan Jomyoji e o Kongoji, que atraem fiéis budistas de toda a região.
A presença da multinacional japonesa Komatsu e o acordo de cidade-irmã com Komatsu, no Japão, ampliam o intercâmbio cultural e econômico.
Prefeitura destaca relevância do estudo
A professora Leiko Matsubara Morales avaliou que Suzano é um exemplo de integração cultural:
“Suzano se qualifica cada vez mais como um exemplo de integração real entre as duas culturas.”
O secretário Paulo Pavione também comentou a importância do projeto:
“A escolha de Suzano como foco desse estudo internacional mostra que a identidade construída por nossa comunidade nipo-brasileira ultrapassa fronteiras. É motivo de orgulho ver nossa cidade como exemplo de integração cultural, tradição e modernidade.”
Por fim, o prefeito Pedro Ishi celebrou a iniciativa:
“É uma honra receber pesquisadores de instituições tão respeitadas como a USP, a Universidade Komazawa e a Universidade Toyo. Essa pesquisa mostrará ao mundo a riqueza da nossa história e reforçará o que nos define como suzanenses.”

