sábado, março 7, 2026
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Com menor índice do Brasil, Ribeirão Pires não registra mortalidade materna desde 2022

Cidade é destaque nacional por zerar mortes maternas e reforçar cuidados à gestante

Ribeirão Pires alcançou um marco importante na saúde pública: desde 2022, não registra óbitos maternos em gestantes acompanhadas nas unidades públicas e particulares do município. O dado foi divulgado pelo Ranking de Competitividade dos Municípios 2025, do Centro de Liderança Pública (CLP), que classificou a cidade com o menor índice de mortalidade materna do Brasil.

Estrutura e novos investimentos na saúde

O resultado é fruto de investimentos na rede de atendimento. Um dos principais avanços foi a entrega da nova ala de maternidade do Hospital São Lucas, em julho deste ano. A unidade ampliou em 60% o número de leitos e agora tem capacidade para realizar até 120 partos por mês.

Além disso, houve reforço no acompanhamento na Atenção Primária, com pré-natal completo nas UBSs e USFs, realização de ultrassonografias, consultas odontológicas e testes de sífilis, HIV, hepatite B e strepto.

Rede de cuidados para gravidez de risco

Para gestantes de alto risco, o CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) oferece atendimento especializado. Já o Hospital São Lucas realiza os partos da rede pública com foco no atendimento humanizado, fortalecendo o cuidado integral.

“O resultado que alcançamos é fruto de investimento aliado ao trabalho integrado das equipes de saúde. Ribeirão Pires estruturou uma rede forte, desde a atenção básica até o atendimento hospitalar. Isso garante cuidado em cada etapa da gestação e prova que saúde pública de qualidade se faz com planejamento”, destacou o prefeito Guto Volpi.

Panorama nacional ainda preocupa

No Brasil, segundo dados preliminares de 2024, a mortalidade materna foi de 50,57 óbitos para cada 100 mil nascidos vivos. O número ainda está acima da meta para 2030, que prevê reduzir para 30 mortes por 100 mil nascimentos.

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