A declaração do presidente dos Estados Unidos voltou a ganhar destaque nesta segunda-feira (17). Ao conversar com jornalistas, Donald Trump afirmou que “nada está descartado” quando o assunto é a crise venezuelana. Dessa forma, a frase-chave “Trump não descarta enviar tropas para a Venezuela” orienta o debate internacional e amplia a preocupação com possíveis ações militares na região.
Segundo Trump, a Venezuela teria enviado criminosos aos EUA, o que justificaria medidas mais firmes. Ele também comentou que pode conversar com Nicolás Maduro “em algum momento”, embora o considere líder de um grupo narcotraficante chamado Cartel de los Soles. Assim, o tema volta ao centro da política externa norte-americana.
Além disso, o presidente ainda se posicionou sobre outros países latino-americanos. Ao ser questionado sobre possíveis bombardeios ao México para combater traficantes, disse: “Tudo bem por mim”. Na sequência, afirmou que destruiria fábricas de cocaína na Colômbia, mas declarou que isso não significa que realizará operações desse tipo.
Tensões no Caribe
Nos últimos dias, os Estados Unidos reforçaram sua presença militar na América Latina. O porta-aviões USS Gerald R. Ford chegou ao Caribe para apoiar ações contra organizações criminosas. Com isso, o país ampliou as operações navais e aéreas que já resultaram em dezenas de mortes e na destruição de mais de 20 embarcações.
Paralelamente, autoridades americanas sustentam que Maduro pode ser considerado um alvo legítimo em operações contra o narcotráfico. Em meio a essas pressões, a revista The Atlantic informou que o líder venezuelano poderia negociar sua saída do poder, desde que receba anistia e garantias para viver no exílio.

