sexta-feira, março 6, 2026
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Guarda civil de Mogi das Cruzes é morto em Arujá; secretário adjunto de Segurança é suspeito

Um guarda civil municipal de Mogi das Cruzes morreu na noite desta quarta-feira (24), em Arujá, na Região Metropolitana Leste Paulista. A Polícia Civil investiga o então secretário adjunto de Segurança do município, Uelton de Souza Almeida, como principal suspeito do crime. Após o ocorrido, a Prefeitura o exonerou do cargo.

A vítima, Nelson Caetano de Lima Neto, tinha 37 anos. O homicídio aconteceu em uma residência no bairro Jardim Arujá, onde o suspeito morava com a ex-esposa.

Crime ocorreu dentro do imóvel

Segundo o boletim de ocorrência, o crime aconteceu na casa ocupada pela ex-companheira do suspeito. Embora o casal estivesse separado há cinco anos, ambos residiam no mesmo imóvel, em áreas diferentes. A mulher relatou à polícia que o ex-marido sacou a arma de forma repentina e efetuou os disparos, sem discussão prévia.

Ainda conforme o registro, Uelton acionou a Guarda Civil Municipal alegando uma invasão. No entanto, as equipes não encontraram indícios de terceiros no local. Durante a verificação, os agentes localizaram o corpo do guarda civil na cozinha da residência.

Prefeitura exonera suspeito

Em nota oficial, a Secretaria Municipal de Segurança de Arujá informou que exonerou Uelton de Souza Almeida do cargo de secretário adjunto. A administração também afastou o suspeito de suas funções como guarda civil municipal, cargo de origem, até decisão judicial. Segundo a pasta, o município irá colaborar com as investigações.

Câmara Municipal acompanha o caso

A Câmara Municipal de Arujá informou que Uelton está licenciado do mandato de vereador desde fevereiro de 2025, quando assumiu a função no Executivo. Diante da gravidade do caso, o Legislativo encaminhou o episódio ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, que analisará a situação conforme o regimento interno.

Polícia segue com as investigações

A Polícia Civil registrou o caso como homicídio e solicitou perícia técnica no local, além do exame necroscópico no Instituto Médico Legal (IML). As autoridades agora apuram a motivação e as circunstâncias do crime para esclarecer os fatos.

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