sexta-feira, março 6, 2026
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Justiça determina que redes sociais apaguem informações sobre adolescentes suspeitos de matar cão Orelha

A Justiça determina exclusão de publicações sobre adolescentes no caso do cão Orelha após decisão da Vara da Infância e Juventude de Florianópolis. As plataformas digitais terão 24 horas para remover conteúdos que permitam a identificação dos investigados.

A medida envolve empresas como Meta, responsável por Instagram, Facebook e WhatsApp, além da Bytedance, que administra o TikTok.


Justiça determina exclusão de publicações sobre adolescentes no caso do cão Orelha

A liminar foi concedida na quarta-feira (28) e obriga as redes sociais a apagar postagens, fotos, vídeos e comentários que revelem informações pessoais dos adolescentes.

Além disso, as plataformas devem adotar mecanismos para impedir novas publicações com o mesmo conteúdo.

Segundo os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte, que representam os jovens, os adolescentes estariam sofrendo perseguição virtual e difamação nas redes sociais.


Defesa aponta violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente

De acordo com os representantes legais, as divulgações ferem princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que protege direitos como:

  • Privacidade
  • Imagem
  • Honra
  • Intimidade

Além disso, os advogados ressaltam que o caso ainda está sob investigação e que não existe acusação formal até o momento.

“A internet não é terra sem lei. Há responsabilização para quem promove ataques, ofensas e perseguições virtuais”, afirmaram.


WhatsApp também deverá bloquear conteúdos irregulares

No caso do WhatsApp, a Justiça determinou que a Meta:

  • Impeça o reenvio de mensagens com identificação dos suspeitos
  • Bloqueie ou suspenda contas responsáveis pela divulgação
  • Preserve registros e metadados, conforme diretrizes da plataforma

Dessa forma, busca-se conter a propagação de informações que exponham os adolescentes.


Caso do cão Orelha segue sob investigação policial

O cão comunitário Orelha, de 10 anos, vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis. Neste mês, ele foi encontrado ferido e morreu durante atendimento veterinário.

A Polícia Civil abriu dois inquéritos:

  • Um para apurar a morte do animal
  • Outro para investigar coação de testemunhas

Além disso, celulares e notebooks foram apreendidos nas casas dos suspeitos para análise.

O Ministério Público de Santa Catarina acompanha o andamento das investigações.

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