O presidente russo Vladimir Putin afirmou nesta quarta-feira (18) que as novas restrições impostas a Cuba são “inaceitáveis”. A declaração ocorreu durante reunião no Kremlin com o chanceler cubano Bruno Rodríguez Parrilla.
As medidas fazem parte da pressão dos Estados Unidos, que impuseram um bloqueio ligado ao fornecimento de petróleo à ilha caribenha.
Bloqueio energético e reação russa
- Washington tenta reduzir o abastecimento de combustível para afetar a economia cubana.
- Moscou declarou que poderá ajudar o país a enfrentar a escassez.
- Putin reiterou que a Rússia não aceita as sanções e defendeu relações bilaterais mais próximas.
Segundo o Kremlin, as relações entre Rússia e Cuba seguem em “trajetória positiva”.
Diplomacia paralela e tensão internacional
O chanceler russo Sergey Lavrov afirmou que Moscou pedirá aos EUA que não imponham um bloqueio naval total à ilha.
Ao mesmo tempo, o secretário de Estado americano Marco Rubio mantém conversas reservadas ligadas à crise energética cubana.
Já o presidente americano Donald Trump declarou que Cuba precisa negociar com Washington, embora tenha descartado derrubar o governo do presidente Miguel Díaz‑Canel.
Contexto
A crise ocorre após mudanças geopolíticas na região e dificuldades no fornecimento de combustível, que vêm causando apagões e escassez de energia em Cuba.

