A parcimônia é uma característica intrínseca dos prevenidos, quem se pauta pela parcimônia se obsta da escassez e da necessidade.
Quando nos contemos diante da abastança temos várias vantagens, se satisfazer sem que se tome o fardo do enfastiamento e ainda de poder retomar o prazer de uma nova experiencia.
Uma vez ouvi uma parábola na qual um homem adorava um certo doce de uma padaria que vinha com uma pequena quantia de creme por cima. Ele sempre comia o doce e reclamava com o doceiro porque não punha mais creme. Um dia o doceiro fez um especial e colocou o triplo de creme para aquele homem. Este, ao comer o doce especial, percebeu que a quantia de creme era exagerada e escondia os outros sabores que ele tanto apreciava, percebeu que havia um equilíbrio no doce original e dali por diante sempre analisava essa questão do equilíbrio, não só nos alimentos, mas nas suas relações pessoais, financeiras e tudo o mais. Daquele dia em diante se tornou previdente e feliz, não exagerar era o segredo para atingir a serenidade irmã gêmea da sabedoria e da felicidade.
A parcimônia é isso, saber até onde podemos ir, tanto no riso quanto na severidade. É a amalgama que sedimenta a vida com prosperidade.
Prosperidade nas finanças, no amor, no trabalho, nas realizações intelectuais.
Se algo lhe custa “x” para produzir, tenha parcimônia em não cobrar 10 “x”, a ganância é o inimigo da prosperidade, pois mesmo que você seja prodigioso nada irá lhe satisfazer, nunca chegara nem perto da realização pessoal.
Realização pessoal, é certo que é uma utopia, mas deve pautar a vida em sua busca constante. E a proximidade dela é extremamente prazerosa e controversa. Conta-se que Michelangelo quando terminou a estatua de Moisés ficou tão extasiado com a própria obra e sua perfeição que bateu com um martelo nela e teria dito “porque não fala?”, mesmo diante de sua genialidade percebeu que não era perfeita e ele não era um deus para dar vida a pedra. Esse episódio pode ter inúmeras interpretações, mas eu fico com essa, mesmo um gênio pode ficar iludido e perder a parcimônia.
Que o grande e verdadeiro Deus de pão a quem tem fome e fome de justiça a quem tem pão.
FÁBIO APARECIDO DOLL DE MORAES

