O Compac vai anunciar nesta quinta-feira (11/09) a decisão sobre o tombamento da Igreja do Baruel. A reunião será aberta ao público e acontece às 15h, no Anfiteatro Orlando Digenova (rua Benjamin Constant, 682 – Centro).
O presidente do Compac, Renan de Lima Franco, conduzirá o encontro junto com os conselheiros. Além disso, o relator Pedro Cardoso apresentará o estudo que embasou a proposta de tombamento da Igreja do Baruel e de outros bens históricos.
Última etapa do processo de tombamento da Igreja do Baruel
A reunião encerra uma série de pesquisas que o Compac iniciou em 2022. Com isso, o conselho analisou registros e evidências históricas para justificar o tombamento da igreja, do altar barroco tardio, do memorial do antigo cemitério e de tradições locais, como a “caminhada”, a capelinha de mão e a macarronada com frango.
Esses estudos comprovam que a Igreja do Baruel é um marco de Suzano. O local foi um dos primeiros povoados formados antes da chegada da ferrovia e segue sendo ponto de fé e tradição para a comunidade.
Importância histórica do tombamento da Igreja do Baruel
Pesquisadores identificaram que a primeira capela, construída em taipa no século XVII, surgiu após a descoberta de ouro de aluvião na região. Dessa forma, a concentração de mineradores criou a necessidade de um espaço religioso, e a comunidade ergueu a capela no Baruel.
O presidente do Compac ressaltou: “Nosso grupo de pesquisadores se dedicou intensamente a esse trabalho, analisando todos os aspectos históricos com cuidado. Agora apresentaremos o resultado à população e tomaremos a decisão final sobre o tombamento da Igreja do Baruel.”
O secretário de Cultura, José Luiz Spitti, também reforçou: “Precisamos conhecer como se formou a sociedade suzanense e valorizar suas referências culturais. A Igreja do Baruel e os bens relacionados a ela têm grande simbolismo para o município e para toda a região.”

