sexta-feira, março 6, 2026
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O caminho da felicidade

O caminho da felicidade reflexãoAo sair da escola, a garota se abriga no carro do pai. Confortável e com temperatura ambiente, chega adormecer no percurso até seu lar. A rotina demonstra um pai zeloso, que todos os dias proporciona a menina uma viagem acolhedora  e segura. Mesmo dispondo do necessário e muito mais, dada a condição financeira favorável do pai, a estudante permanece a maior parte do tempo mal humorada. O azedume é resultante de fatores de somenos importância, como o simples fato de ser contrariada. Não valoriza a escola de alto padrão custeada pelo pai. As roupas de grife, caprichos fúteis a tempo e a hora não a tornam menos amuada.

Certa feita, ao findar a aula, iniciou-se uma chuva torrencial e a garota correu para alcançar o carro que a esperava. Pelas razoáveis gotículas de água que a atingiram, foi a deixa para intensificação dos resmungos e repúdios. Amaldiçoou a chuva e proferia palavras de baixo calão, algo que aborreceu o pai.

No percurso, zangada, observou na via pública um homem trafegando em uma bicicleta e na garupa o filho, que aparentava a mesma idade da garota casmurra. As capas de chuva não eram suficiente para mantê-los secos, tamanho o temporal. O constrangimento resultante de estarem encharcados, não afetou os humores. Ao contrário. Levaram na esportiva e se divertiam. As risadas contagiantes impressionaram a garota que assistia no interior do automóvel.

Murmurou: — qual a graça de estarem molhados?

O pai, observando a perplexidade da filha, indagou: —você viu a alegria deles?

—-Sim, respondeu a garota. Não entendo as razões para tanta alegria. Que fanfarrões!

—- Vejo sim motivos para riso, redarguiu o genitor. O menino tem um pai zeloso. O pai tem um filho que o ama. Ambos estão juntos mesmo na dificuldade e ante as adversidades, no caso da chuva, aproveitam para se divertir. São felizes com o que possuem. Buscam a felicidade mesmo nas intemperanças. Diga-se de passagem. Banho de chuva é muito bom e lembra minha infância, onde não tínhamos muito, mas a alegria transbordava…

A garota ao ouvir o discurso do pai, sorriu envergonhada e lhe aplicou um forte abraço que, mesmo sem nada dizer, o gesto externava sua gratidão.

A alegria não está associada às coisas. É uma conquista pessoal. Claro que lutar por uma vida confortável é válido, mas não é fator preponderante. Quantas pessoas pobres são felizes. Buscam na fé e esperança caminho do explendor. Não atribuem o sofrimento a infelicidade, mas buscam superar os problemas sempre com sorriso e aquela fé inabalável. Sempre há espaço para a felicidade, mesmo em caminhos espinhosos. O sorrir abre portas, atenua o sofrimento, reacende as esperanças. Um simples sorriso abre muitas portas.

Andre

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