quinta-feira, abril 23, 2026
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Estudo brasileiro aponta novo método para ajudar no diagnóstico do câncer de estômago

Um estudo conduzido por pesquisadores do A.C.Camargo Cancer Center revelou que um material normalmente descartado durante exames pode se tornar um aliado importante na detecção do câncer de estômago.

A pesquisa mostra que o DNA presente no suco gástrico — líquido coletado durante a endoscopia — pode ajudar a identificar tumores e indicar a evolução da doença. Assim, a técnica surge como um complemento ao diagnóstico tradicional.

Método aproveita material descartado na endoscopia

Durante a endoscopia digestiva alta, os médicos já realizam a aspiração do líquido do estômago para facilitar a visualização. No entanto, esse material é normalmente descartado.

Agora, os pesquisadores propõem utilizar esse mesmo líquido para análise, sem necessidade de novos exames. Dessa forma, o procedimento se torna mais completo, sem aumentar riscos ou custos para o paciente.

Técnica pode aumentar a precisão do diagnóstico

O principal benefício do método está em complementar a biópsia, que ainda é considerada o padrão-ouro no diagnóstico. Em alguns casos, a coleta de tecido pode não representar toda a lesão, especialmente quando o tumor está em áreas mais profundas.

Nesse sentido, a análise do suco gástrico funciona como uma “amostra ampliada”, reunindo informações de diferentes regiões do estômago. Assim, pode ajudar a reduzir falhas e aumentar a chance de detectar o câncer logo no início.

Resultado também pode indicar resposta do organismo

Outro achado relevante do estudo aponta que níveis mais altos de DNA no suco gástrico podem estar associados a uma melhor resposta do organismo ao tumor.

Isso ocorre porque o aumento do DNA pode refletir não apenas a presença do câncer, mas também uma reação mais intensa do sistema imunológico, o que pode indicar um prognóstico mais favorável em alguns casos.

Técnica ainda precisa de mais estudos

Apesar dos resultados promissores, os especialistas alertam que o método ainda não substitui a biópsia e precisa de validação em estudos maiores.

Por enquanto, a principal contribuição da técnica é aumentar a precisão do diagnóstico, especialmente em situações mais complexas. No futuro, porém, ela pode ajudar a transformar a endoscopia em um exame ainda mais completo e eficiente.

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