sexta-feira, julho 17, 2026
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Governo avalia tarifa adicional de 12,5% dos EUA sobre produtos brasileiros

O governo brasileiro reconheceu que os Estados Unidos devem aplicar uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros após uma investigação que apontou falhas no combate à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Agora, a principal dúvida é se essa nova cobrança será somada à tarifa de 25% anunciada pelos norte-americanos nesta quinta-feira (16).

Governo aguarda decisão dos Estados Unidos

Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, o governo dos Estados Unidos deve divulgar a decisão definitiva na próxima semana.

De acordo com o ministro, a investigação sobre trabalho forçado termina na próxima sexta-feira. Somente após a conclusão do processo será possível saber se a nova tarifa será cumulativa.

“Vamos saber se teremos 25% mais 12,5% ou se haverá alguma exclusão”, afirmou Elias durante entrevista coletiva.

Tarifa adicional pode atingir mais de 59 países

No mês passado, uma investigação do governo norte-americano concluiu que a União Europeia e outros 59 países, entre eles o Brasil, não adotam mecanismos considerados suficientes para impedir ou fiscalizar a entrada de produtos fabricados com trabalho forçado.

Como consequência, os Estados Unidos propuseram uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos importados desses países.

Segundo o MDIC, a expectativa é que a medida alcance todas as nações incluídas na investigação.

Entenda a investigação dos EUA

A decisão foi conduzida pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

Esse instrumento permite que o governo americano investigue práticas comerciais consideradas prejudiciais às empresas e aos trabalhadores dos Estados Unidos.

Além disso, a mesma legislação fundamenta a proposta de aplicação da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros anunciada nesta semana.

Países terão tarifas diferentes

O relatório dos Estados Unidos divide os países investigados em dois grupos.

Tarifa de 10%

Receberão uma tarifa adicional de 10% os países que já possuem restrições parciais ao trabalho forçado ou assumiram compromissos formais por meio de acordos comerciais. Entre eles estão:

  • União Europeia;
  • Canadá;
  • México;
  • Indonésia;
  • Paquistão;
  • Equador.

Tarifa de 12,5%

Já os países considerados sem mecanismos eficazes de controle poderão sofrer uma sobretaxa de 12,5%. O grupo inclui:

  • Brasil;
  • China;
  • Índia;
  • Japão;
  • Coreia do Sul;
  • Reino Unido;
  • Argentina;
  • Arábia Saudita, entre outros.

Governo acompanha os próximos passos

O governo brasileiro acompanha a conclusão da investigação para avaliar os impactos sobre as exportações nacionais. A definição dos Estados Unidos deve esclarecer se os produtos brasileiros estarão sujeitos apenas à tarifa de 25% ou também à cobrança adicional de 12,5%.

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