Produção sobre Jaqueline Haywá já passou por Portugal e terá novas exibições em Berlim nos dias 14 e 15 de setembro


Ribeirão Pires ganha projeção internacional com a circulação do documentário longa-metragem “Cacica Jaqueline Haywá”, dirigido por Flávio Marin. A produção retrata a trajetória da cacica e sua relação com a região do ABC Paulista.
Além disso, o filme destaca aspectos da identidade, da memória e da resistência dos povos indígenas. A Marin & Andrade Produções Culturais e Artísticas produziu a obra em parceria com a produtora cultural indígena Jaqueline Cardoso de Carvalho, da etnia Kariri Sapuyá.
O documentário já passou por espaços culturais de Lisboa, em Portugal. Agora, segue para Berlim, na Alemanha, onde terá novas exibições nos dias 14 e 15 de setembro.
Com isso, a produção amplia a visibilidade da cultura indígena brasileira. Ao mesmo tempo, leva o nome de Ribeirão Pires para espaços culturais europeus.
“Levar essa história para outros países é muito significativo. É uma oportunidade de mostrar a força, a memória e a resistência dos povos indígenas, nossa cultura e nossa luta. Ter o documentário circulando pela Europa e poder levar também o nome de Ribeirão Pires é motivo de muita alegria e orgulho”, destaca a cacica Jaqueline Haywá.
Identidade, memória e preservação
O filme estabelece uma conexão entre a trajetória da cacica e sua atuação na região. Nesse sentido, aborda temas como identidade, memória, preservação ambiental e defesa dos direitos dos povos indígenas.
Além disso, a produção chama a atenção para a importância da preservação das florestas, dos rios e dos mares. Dessa forma, a obra também amplia o debate sobre os desafios enfrentados pelos povos originários.
Ao mesmo tempo, o documentário reforça a importância de valorizar a memória indígena. Por isso, a circulação internacional representa uma oportunidade de ampliar o alcance dessas histórias.
Exibições em Berlim
As próximas sessões acontecem nos dias 14 e 15 de setembro, em Berlim.
No dia 14, a exibição será realizada na Associação EWA e.V. Frauenzentrum. Já no dia 15, o documentário será apresentado na Associação Janaínas.
Além das exibições, a circulação da obra fortalece o intercâmbio cultural. Assim, o público europeu terá contato com uma produção brasileira voltada à identidade e à preservação dos povos originários.
A iniciativa conta com recursos do Governo Federal e de programas de incentivo à cultura. Entre eles estão o ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, e a Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB), do Ministério da Cultura.
Dessa maneira, o projeto amplia sua presença internacional e, ao mesmo tempo, fortalece a divulgação da cultura indígena brasileira.
