terça-feira, setembro 15, 2026
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Capital paulista registra setembro mais chuvoso da história desde 1943

Acumulado de chuva chegou a 253,8 milímetros nos primeiros 14 dias do mês, volume três vezes superior à média climatológica de setembro

A cidade de São Paulo registrou o setembro mais chuvoso desde o início da série histórica, em 1943. Nos primeiros 14 dias do mês, o acumulado de chuva no Mirante de Santana, na zona norte da capital, chegou a 253,8 milímetros.

De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os dados consideram o período entre 1º de setembro e as 9 horas desta segunda-feira (14). Além disso, o volume já representa cerca de três vezes a média climatológica de todo o mês, que é de 83,3 milímetros.

Setembro de 2026 supera recorde de 1983

Com isso, setembro de 2026 ultrapassou o antigo recorde registrado em 1983. Naquele ano, o Mirante de Santana contabilizou 243,1 milímetros de chuva.

Na sequência, aparecem 1993, com 206,7 mm; 2015, com 201,7 mm; e 1957, com 197,2 mm.

No entanto, como setembro ainda não terminou, o acumulado pode aumentar nos próximos dias.

“Como setembro ainda está em andamento e há previsão de novos episódios de chuva nos próximos dias, o acumulado mensal poderá aumentar até o fim do período, ampliando o atual recorde”, afirma o meteorologista da Defesa Civil do Estado de São Paulo, William Minhoto.

Defesa Civil mantém Gabinete de Crise

Desde sexta-feira (11), o Gabinete de Crise permanece mobilizado presencialmente na sede da Defesa Civil. Dessa forma, as equipes acompanham os impactos das chuvas em todo o Estado de São Paulo.

O grupo reúne representantes do Governo do Estado, concessionárias de energia, água e gás e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Além disso, participam as agências reguladoras Arsesp, SP Águas e Artesp, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Rodoviária.

Assim, o objetivo é acompanhar as ocorrências e agilizar a resposta nas regiões afetadas pelo grande volume de chuva.

Série histórica de chuva na capital paulista

O Mirante de Santana é uma das principais estações meteorológicas usadas para acompanhar as condições do tempo na cidade de São Paulo. Por isso, os registros do local servem como referência para a série histórica da capital.

A série considerada pelo Inmet começou em 1943. Atualmente, os maiores volumes registrados em setembro são:

2026: 253,8 mm até as 9h de 14 de setembro
1983: 243,1 mm
1993: 206,7 mm
2015: 201,7 mm
1957: 197,2 mm

Chuva também fica acima da média em outras regiões

Além da capital paulista, outras regiões do Estado registraram volumes elevados de chuva durante setembro.

Na região de Campinas, por exemplo, foram registrados 257,2 milímetros entre os dias 1º e 13 de setembro. Com isso, o volume chegou a aproximadamente 3,1 vezes a média mensal, de 83,7 mm.

Além disso, o acumulado de 2026 já é o maior para setembro desde o início da série histórica local, em 1961. O recorde anterior era de 183,3 mm, registrado em 1976.

Registro tem terceiro setembro mais chuvoso

Em Registro, no Vale do Ribeira, o acumulado chegou a 185,3 milímetros até o dia 13. Nesse caso, o volume é praticamente duas vezes maior que a média climatológica de setembro, de 93,6 mm.

Como resultado, setembro de 2026 já aparece como o terceiro mais chuvoso desde o início da série histórica da região, em 1961.

LEIA TAMBÉM: Famílias no Vale do Ribeira e Itapeva recebem ação de ajuda por conta das chuvas.

São José dos Campos e Baixada Santista registram altos volumes

Em São José dos Campos, o acumulado atingiu 161 milímetros. Dessa forma, o total equivale a 2,1 vezes a média mensal de 76 mm.

Além disso, o volume representa o terceiro maior registro para setembro desde o início da série histórica, em 1977.

Na Baixada Santista, por sua vez, foram registrados 232,7 milímetros. O volume corresponde a aproximadamente 1,8 vez a média climatológica de setembro, que é de 128,4 mm.

Já na região de Bauru, o acumulado alcançou 118,8 milímetros. Nesse sentido, o valor representa cerca de 1,9 vez a média mensal de 62,8 mm.

Apesar dos altos volumes, todos os valores ainda são parciais. Portanto, os acumulados podem aumentar até o fim de setembro.

Previsão mantém atenção para impactos da chuva

A segunda-feira (14) começou com chuva fraca a moderada em diferentes pontos do centro-oeste, sul e leste paulista.

Porém, a atenção permanece principalmente na faixa leste do Estado. Isso ocorre por causa dos elevados volumes acumulados nos últimos dias.

Ao mesmo tempo, áreas do sul paulista também seguem sob atenção, especialmente onde houve transbordamento de rios.

Na terça-feira (15), o sistema responsável pelas instabilidades começa a se afastar gradualmente. Mesmo assim, ainda são esperados acumulados moderados em algumas regiões.

As chuvas devem ocorrer principalmente na forma de pancadas isoladas. Além disso, elas podem vir acompanhadas de raios e rajadas ocasionais de vento.

Na faixa leste, por outro lado, a circulação marítima continua favorecendo chuva fraca e persistente. Por isso, a maior nebulosidade e a entrada de ar mais frio devem manter as temperaturas amenas em todo o Estado.

Risco de alagamentos e deslizamentos continua

Na quarta-feira (16), o sistema responsável pelas instabilidades estará mais afastado de São Paulo. Entretanto, a circulação marítima ainda poderá provocar chuva fraca e persistente na faixa leste.

Mesmo com a redução das instabilidades, a atenção continua voltada aos impactos provocados pelas chuvas dos últimos dias.

O solo permanece encharcado. Por esse motivo, ainda existe risco de alagamentos, enxurradas e deslizamentos, principalmente nas áreas mais vulneráveis.

Assim, a recomendação é manter atenção às orientações dos órgãos oficiais, sobretudo nas regiões que registraram grandes volumes de chuva.

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