
Unidade atende 22 estudantes e desenvolve proposta baseada em Libras, autonomia e valorização da cultura surda
A Escola de Educação Bilíngue para Surdos Charles Michel de L’Épée completa quatro anos de atuação em Itaquaquecetuba neste sábado (19). Criada em 2022, a unidade integra a rede municipal de ensino e atende atualmente 22 estudantes.
As turmas abrangem a educação infantil e o ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Ao todo, a escola mantém seis turmas.
Libras é a primeira língua
A proposta pedagógica utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua. Já a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, aparece como segunda língua.
Dessa forma, os estudantes têm acesso aos conteúdos a partir de suas características linguísticas e culturais.
Além disso, a escola trabalha com atividades baseadas na experiência visual, projetos pedagógicos e ações voltadas à autonomia.
Cultura surda faz parte do ensino
A unidade também desenvolve atividades que valorizam a identidade e a cultura surda.
Segundo a Secretaria de Educação, a educação bilíngue amplia a acessibilidade linguística e cria melhores condições de aprendizagem.
Ao mesmo tempo, o trabalho em sala de aula se conecta ao Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Escola segue currículo municipal
Apesar da proposta específica, a escola acompanha o currículo da rede municipal.
Assim, os estudantes têm acesso aos mesmos conteúdos e direitos de aprendizagem previstos para as demais unidades.
A principal diferença está na forma de apresentar e trabalhar esses conteúdos, com recursos visuais e mediação em Libras.
Matrículas são presenciais
As famílias interessadas devem procurar diretamente a escola para realizar a matrícula.
No local, a equipe orienta sobre a documentação necessária. Entre os documentos estão certidão de nascimento ou identificação do estudante, documento do responsável, comprovante de residência e cartão do SUS.
Por fim, a Prefeitura destaca que a proposta busca ampliar a autonomia, o desenvolvimento e as oportunidades dos estudantes surdos.
Fotos: Dayane Oliveira
