quarta-feira, setembro 23, 2026
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Escola bilíngue para surdos completa quatro anos em Itaquá

Unidade atende 22 estudantes e desenvolve proposta baseada em Libras, autonomia e valorização da cultura surda

A Escola de Educação Bilíngue para Surdos Charles Michel de L’Épée completa quatro anos de atuação em Itaquaquecetuba neste sábado (19). Criada em 2022, a unidade integra a rede municipal de ensino e atende atualmente 22 estudantes.

As turmas abrangem a educação infantil e o ensino fundamental, do 1º ao 5º ano. Ao todo, a escola mantém seis turmas.

Libras é a primeira língua

A proposta pedagógica utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua. Já a Língua Portuguesa, na modalidade escrita, aparece como segunda língua.

Dessa forma, os estudantes têm acesso aos conteúdos a partir de suas características linguísticas e culturais.

Além disso, a escola trabalha com atividades baseadas na experiência visual, projetos pedagógicos e ações voltadas à autonomia.

Cultura surda faz parte do ensino

A unidade também desenvolve atividades que valorizam a identidade e a cultura surda.

Segundo a Secretaria de Educação, a educação bilíngue amplia a acessibilidade linguística e cria melhores condições de aprendizagem.

Ao mesmo tempo, o trabalho em sala de aula se conecta ao Atendimento Educacional Especializado (AEE).

Escola segue currículo municipal

Apesar da proposta específica, a escola acompanha o currículo da rede municipal.

Assim, os estudantes têm acesso aos mesmos conteúdos e direitos de aprendizagem previstos para as demais unidades.

A principal diferença está na forma de apresentar e trabalhar esses conteúdos, com recursos visuais e mediação em Libras.

Matrículas são presenciais

As famílias interessadas devem procurar diretamente a escola para realizar a matrícula.

No local, a equipe orienta sobre a documentação necessária. Entre os documentos estão certidão de nascimento ou identificação do estudante, documento do responsável, comprovante de residência e cartão do SUS.

Por fim, a Prefeitura destaca que a proposta busca ampliar a autonomia, o desenvolvimento e as oportunidades dos estudantes surdos.

Fotos: Dayane Oliveira

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