quarta-feira, maio 6, 2026
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Quebra-pedra será a primeira planta usada no SUS em fitoterápico industrializado

A quebra-pedra no SUS marcará um avanço histórico na saúde pública brasileira. Em cerca de seis meses, o país terá o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta Phyllanthus niruri, tradicionalmente usada no tratamento de distúrbios urinários.

Além disso, o projeto valoriza os saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares, transformando esse conhecimento em inovação científica com repartição de benefícios.


🌿 Quebra-pedra no SUS e o uso da biodiversidade brasileira

Durante séculos, a planta quebra-pedra tem sido utilizada na medicina popular. Agora, esse conhecimento tradicional será integrado à ciência moderna.

O desenvolvimento do fitoterápico segue a legislação de acesso ao conhecimento tradicional associado, garantindo respeito cultural e sustentabilidade ambiental.


🏥 Parcerias viabilizam a quebra-pedra no SUS

Para tornar o medicamento realidade, três instituições se uniram:

  • Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)
  • Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do Farmanguinhos
  • Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA)

Além disso, foi firmado um Acordo de Cooperação Técnica para incentivar novos fitoterápicos derivados da biodiversidade brasileira para o SUS.


🧪 Primeiro fitoterápico público com normas da Anvisa

Segundo a secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta, a iniciativa trata o conhecimento tradicional como tecnologia, com consentimento e repartição de benefícios.

Dessa forma, o projeto abre caminho para novos medicamentos que unem ciência, território e saúde pública.


💰 Investimentos impulsionam produção nacional

O projeto mobiliza cerca de R$ 2,4 milhões para:

  • Adequação de maquinários
  • Compra de equipamentos e insumos
  • Estudos laboratoriais
  • Produção de lotes-piloto

Os recursos vêm do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), com coordenação técnica do MMA.


🌱 Cadeia produtiva e inovação em saúde

De acordo com o PNUD, o projeto fortalece toda a cadeia produtiva nacional, desde o cultivo sustentável da planta até a produção do medicamento final.

Além disso, cria precedentes para acordos justos entre comunidades tradicionais e a indústria farmacêutica.


🔬 Estudos apontam inovação no tratamento urinário

A pesquisadora Maria Behrens, da Fiocruz, explica que o medicamento atuará em diferentes fases da formação de cálculos urinários — algo ainda inexistente no mercado.

Assim, o produto poderá representar um novo padrão de tratamento dentro do SUS.

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