sexta-feira, maio 15, 2026
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Saiba como atuava a ‘gangue da correntinha’, desarticulada pela Polícia Civil no centro de SP

A Polícia Civil desarticulou uma quadrilha especializada em roubos de correntes de ouro no centro de São Paulo. O grupo, conhecido como “gangue da correntinha”, estava sendo investigado desde janeiro e foi alvo da Operação Eldorado, deflagrada nesta quinta-feira (14).

A ação cumpriu 35 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão temporária em endereços da capital paulista e da Grande São Paulo. Além disso, joias, correntes de ouro e celulares foram apreendidos durante a operação.

Gangue da correntinha atuava com divisão de funções para cometer crimes

De acordo com a investigação, o grupo criminoso atuava de forma organizada e com funções bem definidas. Dessa maneira, cada integrante tinha um papel específico para garantir rapidez nos roubos e dificultar a ação da polícia.

Os chamados “olheiros” identificavam vítimas distraídas e repassavam as informações aos assaltantes. Em seguida, os “puxadores” eram responsáveis por arrancar as correntes de ouro das vítimas e fugir rapidamente.

Além disso, os integrantes conhecidos como “paredes” cercavam as vítimas. Assim, eles bloqueavam a visão de testemunhas e dificultavam perseguições, aumentando a eficiência dos crimes.

Receptadores derretiam ouro para dificultar rastreamento

Após os roubos, as joias eram levadas para uma rede de receptadores. Essa estrutura funcionava principalmente em estabelecimentos comerciais na região da Sé, no centro da capital.

Segundo a investigação, os receptadores compravam as correntes roubadas e derretiam o ouro. Dessa forma, dificultavam a identificação da origem das peças e a recuperação dos bens.

Ao todo, 16 pessoas foram presas temporariamente até o momento. Além disso, outras já estavam detidas por crimes semelhantes e cumprem pena no sistema prisional.

Operação Eldorado reforça combate ao crime organizado no centro de SP

A operação foi conduzida pela 1ª Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). Segundo o delegado Ronald Quene Justiniano, a estrutura da quadrilha dificultava a identificação de todos os envolvidos.

Além disso, ele destacou que a falta de registros de ocorrência por parte das vítimas também prejudica as investigações. Dessa forma, a polícia reforça a importância da denúncia para combater esse tipo de crime.

Os investigados devem responder por roubo, receptação, associação criminosa e corrupção de menores. Por fim, a Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos.

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