
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) já destinou mais de R$ 1,5 bilhão aos 645 municípios paulistas por meio do IGM SUS Paulista (Incentivo à Gestão Municipal). O programa financia ações da Atenção Primária à Saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) e distribui os recursos com base em critérios técnicos e indicadores assistenciais.
Somente em 2026, o Governo do Estado transferiu R$ 201,7 milhões às administrações municipais. Em 2024, os repasses alcançaram R$ 618,7 milhões, enquanto 2025 registrou R$ 683,1 milhões.
Programa incentiva melhorias na saúde pública
Neste ano, o Estado destinou R$ 114,3 milhões à parcela fixa do programa e R$ 87,4 milhões à parcela variável. Essa segunda modalidade considera indicadores de desempenho e vulnerabilidade para incentivar melhorias nos serviços oferecidos à população.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, Eleuses Paiva, a iniciativa fortalece a organização da rede pública de saúde.
“A atenção primária desempenha um papel fundamental na organização da rede pública de saúde. O IGM SUS Paulista foi estruturado para apoiar os municípios no financiamento dessas ações, por meio de critérios técnicos e indicadores assistenciais.”
Critérios estimulam melhor atendimento
O Governo de São Paulo utiliza diversos indicadores para definir a parcela variável dos repasses. Entre eles estão:
- ampliação da cobertura vacinal, incluindo a vacinação contra o HPV;
- redução da mortalidade infantil;
- fortalecimento da Estratégia Saúde da Família;
- diminuição das internações por condições sensíveis à Atenção Primária;
- acompanhamento de gestantes diagnosticadas com sífilis;
- combate às arboviroses urbanas, como dengue, chikungunya e zika.
Como funciona o IGM SUS Paulista
O IGM SUS Paulista integra a política estadual de financiamento da Atenção Primária e distribui recursos conforme a população de cada município e o desempenho nos indicadores de saúde.
Além disso, o programa elevou o valor do financiamento estadual de R$ 4 por habitante para uma faixa entre R$ 15 e R$ 40 per capita, conforme os critérios estabelecidos.
Os recursos ajudam as prefeituras a custear serviços de saúde, fortalecer as unidades básicas e ampliar a qualidade do atendimento prestado pelo SUS.
Grande São Paulo lidera os repasses
Entre 2024 e 2026, o Departamento Regional de Saúde (DRS) da Grande São Paulo recebeu o maior volume de recursos, totalizando R$ 462,4 milhões.
Na sequência aparecem:
- Campinas – R$ 169,9 milhões;
- Sorocaba – R$ 115,5 milhões;
- Taubaté – R$ 103,8 milhões;
- São José do Rio Preto – R$ 87,7 milhões;
- Bauru – R$ 84 milhões;
- Baixada Santista – R$ 65,1 milhões.
Ao todo, o programa já transferiu R$ 1.503.613.456,24 aos municípios paulistas desde 2024.
A população pode consultar os valores destinados a cada cidade por meio do painel do Núcleo de Informação Estratégica em Saúde (NIES), disponibilizado pela Secretaria de Estado da Saúde.
