
Os sobreviventes do acidente que resultou na morte de turista em passeio de barco no Paraná relataram momentos de desespero após a embarcação virar no meio do rio. Além disso, eles afirmaram que enfrentaram dificuldades para permanecer na superfície e disseram não ter recebido orientações de segurança antes do passeio.
Segundo o sogro de Mark Lessink, uma onda de grandes proporções atingiu o barco pelo lado esquerdo. Em poucos segundos, a embarcação virou.
“Enquanto navegávamos em direção ao meio do rio, uma grande onda atingiu o barco pela esquerda. Era uma onda gigantesca. O barco virou em poucos segundos. Depois disso, acabamos todos debaixo do barco. Primeiro lutamos para sair de lá”, afirmou.
Sobreviventes relatam dificuldades para flutuar
Depois de conseguirem sair debaixo da embarcação, os passageiros precisaram enfrentar outro desafio: permanecer na superfície da água.
Conforme os relatos, os coletes salva-vidas utilizados não impediram que eles afundassem.
“Havia uma fita que prendia na cintura, mas como não prendia por baixo, entre as pernas, o colete sempre subia.”
O delegado da Polícia Civil do Paraná explicou que a força das correntes também dificultou a sobrevivência das vítimas.
“Eles tiveram extrema dificuldade de permanecer em cima da água. As correntinhas levavam para baixo e o colete não era suficiente para mantê-los em cima da água.”
Turista ainda ajudou familiares antes de desaparecer
O namorado de uma das filhas contou que, logo após escapar do barco, tentou localizar os demais ocupantes.
“Mark e eu não ficamos presos sob o barco virado e imediatamente procuramos pelos outros. Consegui resgatar a noiva do Mark e a minha sogra. Depois disso, não vi mais o Mark.”
Ainda de acordo com a família, Mark Lessink conseguiu salvar a cunhada antes de desaparecer. Em seguida, ele teria gritado para que socorressem sua noiva. Essa foi a última vez em que foi visto com vida.
Passageiros dizem que não receberam orientações
Outro ponto destacado pelos sobreviventes foi a ausência de instruções de segurança antes da saída da embarcação.
Karen Charlotte afirmou que ninguém explicou como agir em caso de queda na água.
“Não há uma orientação se caso acontecer alguma coisa. A gente não foi orientado antes. Se você cair na água, se acontecer algo, deita de costas ou coisa assim. Nada disso.”
Marinha diz que equipamentos estavam regulares
Por outro lado, a Marinha informou que a embarcação, a tripulação e os coletes salva-vidas estavam em conformidade com as normas vigentes.
Enquanto isso, a Polícia Civil afirmou que, até o momento, não encontrou indícios de falha dos pilotos. No entanto, as investigações continuam para verificar se houve deficiência nos protocolos de segurança adotados pela empresa responsável pelo passeio.
Além disso, o laudo da Polícia Científica concluiu que Mark Lessink morreu por afogamento. Agora, os investigadores buscam apurar se houve responsabilidade dos gestores da operação pelo acidente.
