sexta-feira, agosto 7, 2026
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Ciclone-bomba pode se formar nesta sexta; Sudeste terá ventos de até 110 km/h

O ciclone extratropical formado entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul pode evoluir para um ciclone-bomba nesta sexta-feira (7), caso seja confirmada uma queda rápida da pressão atmosférica em seu centro ao longo de aproximadamente 24 horas. Enquanto a classificação definitiva ainda depende da evolução do sistema, os efeitos já são sentidos em diversas regiões do país, especialmente no Sul e no Sudeste.

A previsão indica que o Sudeste enfrentará o maior risco de ventania nesta sexta, com rajadas que podem atingir 110 km/h no litoral paulista, na Serra do Mar, no Vale do Paraíba, na Costa Verde e no sul do estado do Rio de Janeiro. Em outras áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais, os ventos devem variar entre 70 e 90 km/h.

O que é um ciclone-bomba?

O chamado ciclone-bomba ocorre quando um ciclone extratropical passa por um processo de intensificação muito rápida, caracterizado pela queda acentuada da pressão atmosférica em um curto intervalo de tempo. Esse fenômeno costuma potencializar ventos fortes, chuvas intensas, mar agitado e mudanças bruscas de temperatura.

Embora o ciclone já esteja formado sobre o Atlântico Sul, a confirmação da classificação como ciclone-bomba dependerá das medições realizadas nas próximas horas.

Sudeste terá ventania e risco de temporais

Mesmo se afastando rapidamente para alto-mar, o ciclone continuará influenciando o tempo no litoral do Sul e do Sudeste. A grande diferença de pressão entre o oceano e o continente favorece o aumento da velocidade dos ventos.

A passagem da frente fria sobre uma massa de ar quente também aumenta o potencial para temporais, com previsão de chuva forte, descargas elétricas e rajadas capazes de derrubar árvores, provocar interrupções no fornecimento de energia elétrica e causar danos em estruturas mais frágeis.

Na cidade de São Paulo, as rajadas podem chegar a 80 km/h, enquanto no sul da Região Metropolitana os ventos podem superar 90 km/h. Já na capital fluminense, a previsão aponta rajadas próximas de 90 km/h, com intensidade ainda maior em áreas do litoral e da Serra.

Região Sul ainda terá chuva forte

Os estados da Região Sul continuam sob influência da frente fria associada ao ciclone. Paraná e Santa Catarina devem registrar chuva intensa, trovoadas e ventos fortes ao longo desta sexta-feira.

No Paraná, as rajadas podem variar entre 50 e 70 km/h, ultrapassando 90 km/h em áreas do leste do estado. No Rio Grande do Sul, as pancadas mais intensas devem ocorrer durante a madrugada e pela manhã, principalmente nas regiões norte e nordeste, com melhora gradual do tempo ao longo do dia.

Mar agitado e queda de temperatura

A atuação do ciclone também provoca forte agitação marítima. As ondas aumentam na costa do Sul nesta sexta-feira e avançam para o litoral do Sudeste durante o sábado (8) e o domingo (9).

Com a chegada da massa de ar frio, as temperaturas entram em queda, especialmente no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, a mínima pode chegar a 5°C, enquanto durante o fim de semana há possibilidade de geada em diversas áreas do estado e temperaturas próximas de 0°C em alguns municípios.

Demais regiões do país

No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul terá chuva, trovoadas e possibilidade de granizo, principalmente nas áreas próximas ao Paraná. Nos demais estados da região, o tempo permanece quente, seco e com baixa umidade do ar.

No Nordeste, a chuva deve se concentrar na faixa litorânea entre o Rio Grande do Norte e a Bahia, enquanto o interior seguirá com tempo firme e calor. Já na Região Norte, as pancadas mais fortes são esperadas no Amazonas e em Roraima, com possibilidade de trovoadas isoladas.

Cuidados durante os ventos fortes

As autoridades orientam a população a evitar permanecer sob árvores, placas e estruturas metálicas durante as rajadas de vento. Também é recomendado recolher objetos que possam ser arremessados, evitar áreas sujeitas a alagamentos e acompanhar os avisos da Defesa Civil e dos serviços oficiais de meteorologia.

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