sábado, março 7, 2026
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Anvisa conclui estudo técnico para a primeira vacina nacional contra a dengue

A primeira vacina nacional contra a dengue acaba de dar um passo definitivo para chegar à população. Além disso, a Anvisa apresentou, nesta quarta-feira (26), um parecer técnico favorável sobre a segurança e a eficácia do imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan. Com isso, o Ministério da Saúde iniciará o processo para incluir o produto no calendário nacional de imunização, com oferta exclusiva pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Por isso, a decisão marca um avanço histórico no combate à doença no país. Segundo o Ministério da Saúde, a expectativa é iniciar a distribuição em 2026, conforme a capacidade produtiva do Butantan.
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Vacina será integrada ao calendário nacional

Na próxima semana, o Ministério da Saúde levará o tema a um comitê formado por especialistas e gestores do SUS. Nesse sentido, esse grupo definirá a estratégia de vacinação e os públicos prioritários.

De acordo com o ministro Alexandre Padilha, a primeira vacina nacional contra a dengue representa maior autonomia para o país. Além disso, ele destacou que a parceria entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi tornou possível a produção em grande escala, o que viabiliza a inclusão do imunizante no Programa Nacional de Imunizações (PNI).


Investimentos garantem expansão da produção

O governo federal investe mais de R$ 10 bilhões ao ano no Butantan. Dessa forma, para ampliar a estrutura produtiva necessária à fabricação da vacina brasileira contra a dengue, mais de R$ 1,2 bilhão está sendo destinado pelo Novo PAC Saúde.

Atualmente, o Ministério da Saúde distribui vacinas importadas para 2,7 mil municípios. Além disso, desde o início da estratégia, foram aplicadas mais de 7,4 milhões de doses em crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Para os próximos anos, estão previstas novas remessas, com 9 milhões de doses por ano em 2025 e 2027.


Eficácia da primeira vacina nacional contra a dengue

A primeira vacina nacional contra a dengue utiliza a tecnologia de vírus vivo atenuado, amplamente usada no Brasil e no mundo. Segundo a Anvisa, os resultados mostram:

  • 74,7% de eficácia global contra dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos;
  • 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.

Além disso, os dados foram publicados na revista científica The Lancet Infectious Diseases. Inicialmente, a vacina será indicada para pessoas de 12 a 59 anos, porém, novos estudos poderão ampliar essa faixa etária.


Cooperação internacional fortalece produção

A aprovação também reflete a cooperação entre Brasil e China. Em outubro, durante missão oficial, o ministro Alexandre Padilha visitou a empresa WuXi Vaccines, que participa do desenvolvimento e da futura produção em larga escala.

Desse modo, a parceria reforça a estratégia brasileira de avançar na inovação de imunobiológicos. Inclusive, a vacina é aplicada em dose única e protege contra os quatro sorotipos do vírus, o que representa um avanço significativo no enfrentamento da dengue.


Cenário da dengue no Brasil em 2025

Mesmo com a redução de 75% nos casos de dengue em relação a 2024, o Ministério da Saúde reforça que o combate ao mosquito Aedes aegypti deve continuar em todo o país. Ainda assim, o cenário permanece preocupante.

Até outubro deste ano, o país registrou 1,6 milhão de casos prováveis. Os estados com maior concentração são:

  • São Paulo – 55%
  • Minas Gerais – 9,8%
  • Paraná – 6,6%
  • Goiás – 5,9%
  • Rio Grande do Sul – 5,2%

Em relação aos óbitos, que somaram 1,6 mil, houve redução de 72% no período. São Paulo responde por 64,5% das ocorrências. Por fim, os dados mostram que, embora haja melhora, a atenção deve ser constante.

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