Três dias após o incêndio que causou duas mortes no Shopping Tijuca, no Rio de Janeiro, o Corpo de Bombeiros continua atuando no rescaldo para resfriar as áreas mais atingidas. Enquanto isso, a Defesa Civil realizou uma vistoria parcial no imóvel, afastou o risco de desabamento e determinou a interdição do subsolo e de 14 lojas do térreo.
Segundo as autoridades, o fogo começou em um aparelho de ar-condicionado da loja de decoração Bellart, localizada no subsolo do centro comercial.
Situação do imóvel após o incêndio
Após a análise técnica, a Defesa Civil confirmou que a estrutura do prédio não apresenta risco iminente. No entanto, como medida preventiva, o órgão manteve a interdição do subsolo e de parte do térreo. Paralelamente, o Corpo de Bombeiros segue eliminando focos residuais de calor para evitar novos incidentes.
Falta de informações dificultou a operação
Bombeiros que participaram do combate às chamas relataram falhas operacionais nas primeiras horas da ocorrência. De acordo com dois agentes ouvidos sob anonimato, a falta de acesso imediato à planta do shopping atrasou a localização do foco do incêndio e o deslocamento até áreas estratégicas.
Além disso, os profissionais apontaram desorganização inicial e atuação de equipes sem suporte adequado. Por isso, o cenário aumentou os riscos enfrentados durante a operação.
Fumaça intensa comprometeu o resgate
Outro fator que agravou a situação foi a grande concentração de fumaça tóxica no subsolo. Conforme relataram os agentes, a visibilidade ficou extremamente reduzida. Dessa forma, tanto o avanço das equipes quanto o resgate das vítimas se tornaram mais difíceis.
Demora no acionamento e no isolamento da área
Os relatos também indicam falhas no acionamento inicial do Corpo de Bombeiros e no isolamento do entorno do shopping. Segundo os profissionais, o alarme não foi acionado de forma imediata. Com isso, clientes continuaram circulando pelo local por cerca de uma hora após o início do incêndio.
Intervenções estruturais e vistoria da Defesa Civil
Durante o combate às chamas, os bombeiros abriram quatro buracos nas paredes do shopping para facilitar a dispersão da fumaça acumulada. Além disso, a Defesa Civil identificou deformações em parte do piso térreo, provocadas pelo calor intenso.
Nota do shopping e andamento das investigações
Em nota oficial, a administração do Shopping Tijuca informou que cumpriu todos os protocolos de emergência, acionou as sirenes e evacuou cerca de 7 mil pessoas em segurança. O empreendimento segue interditado e ainda não há previsão de reabertura. Enquanto isso, as investigações continuam para apurar as responsabilidades pelo ocorrido.

