sexta-feira, março 6, 2026
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Técnicos de enfermagem são investigados por matar pacientes com substância que “não deixa rastro”

AA Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga técnicos de enfermagem suspeitos de matar pacientes dentro do Hospital Anchieta, em Taguatinga. Segundo as autoridades, os crimes ocorreram após a aplicação de uma substância letal e de difícil detecção, o que dificultou a identificação imediata da causa das mortes.

A investigação integra a Operação Anúbis, conduzida pela Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP). Por isso, a polícia prendeu os suspeitos nesta segunda-feira (19).


Mortes ocorreram no fim de 2025

De acordo com a PCDF, os crimes aconteceram nos meses de novembro e dezembro de 2025 e configuram homicídios. Inicialmente, o próprio hospital identificou situações atípicas em óbitos registrados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Diante disso, a instituição comunicou imediatamente o caso às autoridades policiais.

Além disso, os investigadores apuraram que os suspeitos aplicaram a substância diretamente na veia das vítimas, fora de qualquer protocolo médico.


Substância pode provocar parada cardíaca em minutos

Segundo fontes ligadas à investigação, o composto químico utilizado pode causar parada cardíaca em poucos minutos, especialmente quando alguém o administra de forma indevida.

Por esse motivo, o produto não apresenta sinais claros nos exames iniciais, o que pode simular morte natural ou agravamento clínico. Dessa forma, a substância dificulta o trabalho pericial e atrasa a identificação da causa real do óbito.


Operação Anúbis resulta em prisões e apreensões

Primeira fase da operação

A Polícia Civil deflagrou a primeira fase da Operação Anúbis no dia 11 de janeiro, com apoio do Departamento de Polícia Especializada (DPE). Nessa etapa, os agentes prenderam temporariamente dois investigados, após autorização judicial.

Além das prisões, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços de Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal.

Durante as diligências, a equipe apreendeu documentos e dispositivos eletrônicos, que agora auxiliam na reconstrução da dinâmica dos crimes.


Segunda fase amplia a apuração

Posteriormente, na quinta-feira (15), a PCDF iniciou a segunda fase da operação. Dessa vez, os agentes prenderam mais uma investigada e realizaram novas apreensões em Ceilândia e Samambaia.

Segundo os investigadores, os aparelhos apreendidos ajudam na análise de comunicações, registros de plantão e vínculos entre os envolvidos. Assim, a polícia busca confirmar o uso da substância e esclarecer a motivação dos crimes.


Polícia investiga possível padrão de atuação

Enquanto as investigações avançam, a PCDF apura se os crimes ocorreram de forma isolada ou se os suspeitos adotaram um padrão de atuação dentro do hospital.

Além disso, a polícia investiga a participação de outros envolvidos e possíveis falhas nos controles internos da unidade hospitalar.

Por fim, a corporação informou que novas medidas não estão descartadas.


Hospital afirma que colaborou com as investigações

Em nota, o Hospital Anchieta informou que identificou circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na UTI. Diante disso, a instituição criou, por iniciativa própria, um comitê interno de investigação.

Segundo o hospital, a apuração interna reuniu evidências contra ex-técnicos de enfermagem, que a direção encaminhou às autoridades. Com base nessas informações, a própria instituição solicitou a abertura de inquérito policial e a adoção de medidas cautelares, incluindo a prisão dos suspeitos, que já haviam sido desligados.

Além disso, o hospital afirmou que entrou em contato com as famílias das vítimas e prestou os esclarecimentos necessários. A instituição destacou ainda que o caso tramita em segredo de justiça.

Por fim, o Hospital Anchieta declarou que colabora integralmente com as autoridades e manifestou solidariedade aos familiares das vítimas.

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