A correção da redação do Enem 2025 virou alvo de polêmica após documentos internos revelarem mudanças nos critérios de avaliação em relação a anos anteriores.
Embora o Inep negue qualquer alteração, especialistas e corretores afirmam que novas orientações impactaram diretamente as notas dos candidatos.
Como resultado, milhares de estudantes relataram quedas inesperadas no desempenho, especialmente na prova de redação.
Correção da redação do Enem 2025 gerou queda brusca nas notas dos candidatos
A correção da redação do Enem 2025 surpreendeu estudantes que historicamente alcançavam pontuações acima de 900.
No entanto, em 2025, muitos passaram a registrar notas abaixo de 800 pontos.
Segundo relatos, a mudança não ocorreu por piora na escrita, mas sim por novos critérios adotados na avaliação.
Além disso, redes sociais foram tomadas por depoimentos de alunos que se sentiram prejudicados.
Documentos apontam mudança na forma de avaliar conectivos textuais
Uma das principais alterações identificadas envolveu a competência relacionada à coesão textual.
Anteriormente, os corretores utilizavam critérios objetivos, contando expressões como “dessa forma” e “portanto”.
Entretanto, em 2025, a avaliação passou a ser mais subjetiva.
Agora, os termos foram classificados como:
- Pontuais
- Regulares
- Constantes
- Expressivos
Como consequência, cada corretor passou a interpretar de maneira diferente, o que aumentou a desigualdade nas notas.
Correção da redação do Enem 2025 puniu com mais rigor a proposta de intervenção
Outro ponto sensível foi a penalização maior para quem não apresentou claramente o elemento “ação” na proposta de intervenção.
Nos anos anteriores, a ausência de qualquer item gerava perda de 40 pontos.
Porém, em 2025, quando faltava especificamente a ação, a punição saltava para 120 pontos.
Dessa forma, muitos candidatos perderam pontuações altas sem saber que a regra havia sido endurecida.
Repertório sociocultural passou a pesar em duas competências
Além das mudanças anteriores, documentos confidenciais indicam que o uso inadequado de repertório sociocultural passou a impactar duas competências ao mesmo tempo.
Antes, a penalização ocorria apenas em uma etapa da correção.
Agora, quando o corretor considerava o repertório genérico ou mal contextualizado, o desconto era dobrado.
Consequentemente, as notas caíram de forma ainda mais acentuada.
Inep nega alterações na correção da redação do Enem 2025
Apesar das evidências apresentadas, o Inep afirma que não houve nenhuma mudança nos critérios.
Segundo o órgão:
- As competências continuam as mesmas
- Os corretores são os mesmos
- O processo segue com dupla correção
Ainda assim, especialistas questionam a falta de transparência nas novas orientações internas.
Mudanças afetam diretamente o acesso às universidades em 2026
A situação se tornou ainda mais delicada porque o Sisu passou a considerar as notas das três últimas edições do Enem.
Ou seja, candidatos de 2025 concorrem com estudantes avaliados por critérios diferentes.
Por isso, professores afirmam que a comparação se tornou injusta.
Segundo educadores, a correção de 2025 foi mais rígida e subjetiva que nos anos anteriores.
Condições de trabalho dos corretores também geram preocupação
Além dos critérios, os relatos mostram precarização no trabalho dos avaliadores.
Atualmente, muitos recebem cerca de R$ 3 por redação corrigida.
Ao mesmo tempo, chegam a analisar até 200 textos por dia.
Como resultado, falhas de comunicação e interpretações divergentes tornaram-se mais frequentes.
Conclusão
A correção da redação do Enem 2025 passou a ser questionada após documentos indicarem mudanças não divulgadas oficialmente.
Embora o Inep negue alterações, especialistas apontam critérios mais subjetivos, punições mais severas e impacto direto nas notas.
Portanto, o episódio levanta debates sobre transparência, justiça no processo avaliativo e igualdade de acesso ao ensino superior.

