O Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (CONDEMAT+) apresentou nesta quinta-feira (19) os resultados finais do estudo “Identificação da Disponibilidade Hídrica Subterrânea” à Câmara Técnica de Gestão de Investimentos do Comitê da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê (CBH-AT). A entrega atende às exigências do Comitê e conclui oficialmente o projeto.
O levantamento analisou formas de reduzir a demanda de água superficial na Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais do Alto Tietê Cabeceiras. Para isso, os pesquisadores avaliaram os municípios de Biritiba Mirim, Mogi das Cruzes, Salesópolis e Suzano.
Entre 2020 e 2024, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realizou o estudo com financiamento do Fehidro. Como resultado, a pesquisa identificou o potencial da água subterrânea como fonte complementar para irrigação agrícola. Assim, a proposta ajuda a diminuir a pressão sobre rios e represas utilizados pela produção hortifrutigranjeira.
O diretor de Programas e Projetos do consórcio, Augusto Hashimoto, apresentou o trabalho. A equipe elaborou diagnóstico da demanda agrícola, consolidou o cadastro de poços, executou investigação hidrogeológica detalhada e desenvolveu um mapa de favorabilidade para perfuração. Além disso, o estudo orienta boas práticas e uso racional da água. Em seguida, o CONDEMAT+ iniciou parceria com o Instituto Água Sustentável para capacitar produtores a partir de março.
Durante a pesquisa, técnicos visitaram 423 propriedades rurais. Dessas, 365 utilizam irrigação e apenas duas controlam a rega com tensiômetro. Ainda mais relevante, cerca de 70% dependem exclusivamente de água superficial. Portanto, o estudo recomenda modernizar sistemas de irrigação e adequar poços fora do padrão de qualidade.
A coordenadora da Câmara Técnica de Gestão Ambiental do CONDEMAT+, Solange Wuo, destacou que o material fortalece o planejamento regional. Segundo ela, os municípios agora possuem informações técnicas para equilibrar produção agrícola e preservação ambiental.
Por fim, o secretário executivo Adriano Leite afirmou que a entrega consolida o ciclo técnico do projeto. De acordo com ele, ferramentas como o mapa de favorabilidade e o balanço hídrico oferecem base concreta para decisões estratégicas e reforçam a segurança hídrica e o desenvolvimento sustentável do Alto Tietê.

