O governo federal anunciou uma parceria para produzir no Brasil uma das principais imunoterapias contra o câncer. O medicamento é o pembrolizumabe, indicado para cerca de 40 tipos da doença.
A iniciativa envolve o Instituto Butantan, o Ministério da Saúde e a farmacêutica MSD. Além disso, o acordo prevê transferência de tecnologia para fabricação nacional.
Produção nacional pode ampliar acesso
Atualmente, o medicamento já é aprovado no Brasil. No entanto, seu uso ainda é limitado no Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao alto custo.
Com a produção nacional, a expectativa é ampliar o acesso ao tratamento. Dessa forma, mais pacientes poderão receber a imunoterapia na rede pública.
Como funciona a imunoterapia
Diferentemente da quimioterapia, a imunoterapia não destrói diretamente as células cancerígenas. Em vez disso, ela estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater o tumor.
Além disso, o medicamento atua bloqueando mecanismos que permitem que o câncer “escape” das defesas do organismo.
Assim, o tratamento melhora a resposta do corpo contra a doença.
Tratamento já é usado na rede privada
O pembrolizumabe já é amplamente utilizado na rede privada e por planos de saúde. No entanto, no SUS, o uso ainda é restrito.
Atualmente, o tratamento está disponível apenas para casos de melanoma avançado. Além disso, outros tipos de câncer ainda passam por avaliação para incorporação.
Alto custo ainda é desafio
Hoje, o principal obstáculo é o custo elevado. Uma única sessão do tratamento pode chegar a cerca de R$ 97 mil na rede privada.
Como o uso é contínuo, o valor total pode atingir centenas de milhares de reais. Dessa forma, o custo limita a expansão no sistema público.
Parceria pode mudar cenário no Brasil
A parceria prevê a produção do medicamento no país ao longo dos próximos anos. Assim, a fabricação nacional pode reduzir os custos.
Além disso, a medida pode facilitar a inclusão da imunoterapia para mais tipos de câncer no SUS.
Especialistas apontam benefícios
Segundo especialistas, a imunoterapia representa um avanço importante no tratamento do câncer.
Em alguns casos, o tratamento aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida dos pacientes. No entanto, os resultados podem variar conforme o tipo de tumor.

