quinta-feira, abril 23, 2026
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Terapia celular para Parkinson traz nova esperança de tratamento

A terapia celular para Parkinson surge como uma nova esperança para pacientes que convivem com a doença, ao tentar restaurar a produção de dopamina no cérebro. A técnica, ainda em fase experimental, aposta na medicina regenerativa para substituir células que deixam de funcionar com o avanço da condição.

Esse novo tratamento busca reduzir sintomas motores como tremores e rigidez, oferecendo uma alternativa para pacientes que não respondem bem aos métodos convencionais.


Como funciona a terapia celular para Parkinson

A terapia celular para Parkinson começa com a coleta de células do sangue de doadores. Em laboratório, essas células são reprogramadas para se tornarem células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), técnica desenvolvida pelo cientista Shinya Yamanaka.

Essas células possuem alta capacidade de transformação. Dessa forma, os pesquisadores conseguem convertê-las em neurônios dopaminérgicos, responsáveis pela produção de dopamina — substância essencial para o controle dos movimentos.


Transplante no cérebro é etapa decisiva

Após o preparo, cerca de 10 milhões de células são implantadas diretamente no cérebro do paciente. O procedimento é realizado por meio de pequenas aberturas no crânio.

Os médicos inserem uma cânula até atingir o putâmen, região cerebral ligada ao controle motor e fortemente afetada pela Doença de Parkinson.

A expectativa é que essas novas células passem a produzir dopamina continuamente, compensando a perda causada pela doença.


Resultados iniciais são promissores

Estudos realizados no Japão indicam que a técnica pode trazer benefícios reais. Após dois anos do procedimento, exames mostraram aumento médio de 44% na produção de dopamina.

Além disso, os pacientes apresentaram melhora nos sintomas motores. Em média, a evolução foi de 20%, chegando a até 50% em alguns casos.

Esses resultados reforçam o potencial da terapia como alternativa futura no tratamento da doença.


Para quem a terapia celular é indicada

Atualmente, a técnica é aplicada em pacientes com mais de cinco anos de diagnóstico, especialmente aqueles que apresentam flutuações motoras.

Geralmente, são casos em que o tratamento com levodopa — principal medicamento utilizado hoje — já não apresenta a mesma eficácia ou provoca efeitos colaterais.


Limitações e próximos passos da terapia celular para Parkinson

Apesar dos avanços, especialistas alertam que a terapia celular para Parkinson ainda não representa uma cura. Isso porque a doença afeta diversas áreas do cérebro, e não apenas os neurônios produtores de dopamina.

Por isso, os pesquisadores pretendem ampliar os estudos com mais pacientes. O objetivo é comprovar a eficácia em larga escala e, futuramente, viabilizar a aprovação para uso clínico.

Enquanto isso, a técnica já é considerada um passo importante na busca por tratamentos mais eficazes e inovadores.

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