
O crediário para compra de celulares ganhou força no Brasil em 2026. Com os smartphones mais caros e o crédito tradicional mais restrito, muitos consumidores passaram a buscar alternativas para trocar de aparelho sem comprometer o orçamento.
A tendência acompanha um movimento global. A IDC (International Data Corporation) projeta aumento de 14% no preço médio dos smartphones neste ano. Segundo a consultoria, o valor médio dos aparelhos deve alcançar US$ 523, o equivalente a aproximadamente R$ 2.641.
Além disso, a redução dos limites dos cartões de crédito aumentou a procura por parcelamentos diretamente no varejo. Dessa forma, o crediário para compra de celulares passou a ocupar espaço cada vez maior nas vendas do setor.
Crediário para compra de celulares cresce no varejo brasileiro
Levantamento da Top One Financeira mostra que o segmento de telefonia respondeu por 7,3% de todas as transações realizadas pela empresa no primeiro quadrimestre de 2026.
Além disso, o volume de operações cresceu 21,75% em relação ao mesmo período de 2025.
O estudo também aponta que o ticket médio das compras financiadas chegou a R$ 1.854 por aparelho. Como resultado, o crediário se consolidou como alternativa para consumidores que precisam adquirir smartphones de maior valor.
Segundo Vanderley Cardoso de Moraes, CEO da Top One Financeira, o celular deixou de ser apenas um equipamento tecnológico.
“Hoje ele é utilizado para trabalho, estudo, serviços bancários, comunicação e acesso a plataformas de consumo. Com aparelhos mais caros e maior seletividade no crédito tradicional, muitos consumidores passaram a buscar parcelamentos com parcelas fixas e condições que caibam dentro do orçamento mensal”, afirma.
Smartphones mais caros impulsionam o crediário para compra de celulares
O aumento dos preços está ligado à alta dos custos dos chips de memória utilizados na fabricação dos aparelhos.
Como consequência, fabricantes e varejistas repassam parte desse custo ao consumidor final.
Por isso, muitos brasileiros passaram a recorrer ao crediário para compra de celulares para manter o acesso a modelos mais modernos e equipados.
Além disso, o parcelamento permite distribuir o valor da compra ao longo de vários meses. Dessa maneira, as famílias conseguem organizar melhor o orçamento.
Crediário para compra de celulares favorece marcas líderes
A procura pelo financiamento também revelou quais fabricantes lideram as vendas parceladas.
Segundo a Top One Financeira, a Samsung concentrou 36% das operações financiadas no primeiro quadrimestre de 2026.
Em seguida aparecem Apple, com 25%, Motorola, com 22%, e Xiaomi, com 17%.
Além disso, as marcas mais conhecidas continuam atraindo consumidores mesmo diante da alta dos preços. Consequentemente, os financiamentos ajudam a sustentar o volume de vendas do setor.
Análise de crédito exige mais atenção dos consumidores
Ao mesmo tempo em que amplia o acesso ao consumo, o crediário também oferece mais segurança para os lojistas.
A financeira avalia renda, histórico de pagamento e capacidade de assumir novas parcelas. Além disso, o processo busca reduzir os riscos de inadimplência.
Segundo a Top One, apenas 33,8% dos clientes elegíveis obtiveram aprovação de crédito no primeiro trimestre deste ano.
Por isso, a análise vai muito além da verificação do nome do consumidor.
“Hoje, para ser aprovado, o consumidor precisa demonstrar estabilidade financeira e capacidade real de manter novas parcelas dentro do orçamento”, explica Vanderley Moraes.
Crediário para compra de celulares deve continuar em alta
Especialistas acreditam que o crediário para compra de celulares continuará crescendo enquanto os smartphones permanecerem mais caros e os juros seguirem elevados.
Além disso, a modalidade amplia o acesso a produtos de maior valor sem depender exclusivamente dos cartões de crédito.
Dessa forma, consumidores conseguem adquirir aparelhos mais modernos. Ao mesmo tempo, lojistas mantêm as vendas aquecidas mesmo em um cenário de crédito mais seletivo.
Por fim, o crediário para compra de celulares se consolida como uma das principais alternativas de financiamento no varejo brasileiro em 2026.

