quarta-feira, maio 20, 2026
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Especialista alerta para riscos financeiros durante a Copa do Mundo de 2026

A proximidade da Copa do Mundo de 2026 já movimenta consumidores brasileiros interessados em viagens, eletrônicos e experiências ligadas ao torneio. No entanto, especialistas alertam que a empolgação pode gerar impactos negativos no orçamento familiar.

Segundo dados recentes do Banco Central, o comprometimento da renda das famílias brasileiras com dívidas continua elevado. Dessa forma, gastos impulsivos relacionados ao evento podem aumentar ainda mais a pressão financeira.

Emoção pode estimular consumo impulsivo

Para Ricardo Hiraki, especialista em educação financeira e sócio fundador da Plano Fintech, grandes eventos esportivos costumam estimular decisões emocionais de consumo.

“Quando o consumo vem carregado de emoção, a análise racional perde espaço. Isso vale para a compra da televisão nova, para a camisa oficial, para a viagem de última hora ou até para pequenos gastos repetidos com confraternizações e apostas”, afirma.

Segundo o especialista, muitos consumidores não percebem o efeito acumulativo dessas despesas no orçamento.

“Separadamente, os gastos parecem controláveis. No entanto, juntos podem virar um problema silencioso”, alerta.

Crédito fácil aumenta risco de endividamento

A facilidade de parcelamento também preocupa especialistas. Isso porque parcelas pequenas podem transmitir falsa sensação de controle financeiro.

De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo, o percentual de famílias endividadas no Brasil permanece elevado em 2026.

Além disso, a Copa do Mundo será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México. Por isso, viagens internacionais exigem planejamento financeiro mais robusto.

Passagens aéreas, hospedagem, alimentação, ingressos e alta do dólar podem elevar significativamente os custos da experiência.

Sem reserva financeira adequada, muitos consumidores acabam recorrendo ao crédito.

Pequenos gastos também merecem atenção

O alerta não envolve apenas viagens internacionais. Segundo especialistas, despesas consideradas menores também podem gerar impacto relevante ao longo do torneio.

Reuniões em bares, delivery, assinaturas temporárias de plataformas, apostas, souvenirs e compras relacionadas à Copa podem comprometer o orçamento sem que o consumidor perceba imediatamente.

Especialistas orientam planejamento financeiro

Para evitar problemas financeiros durante a Copa do Mundo de 2026, especialistas recomendam alguns cuidados práticos.

Definir limite de gastos

Estabelecer um orçamento máximo antes de qualquer compra ajuda a evitar decisões impulsivas e reduz o risco de extrapolar despesas.

Evitar parcelamentos longos

Parcelas pequenas podem esconder o custo total da compra. Além disso, elas comprometem a renda futura por vários meses.

Avaliar o custo completo das viagens

Passagens, hospedagem, alimentação, transporte, seguro, ingressos e câmbio precisam entrar no planejamento financeiro.

Revisar a situação financeira atual

Consumidores que já possuem dívidas ou orçamento apertado devem redobrar a cautela antes de assumir novos gastos.

Planejamento ajuda a aproveitar o evento sem dívidas

Segundo Ricardo Hiraki, aproveitar a Copa do Mundo não significa ignorar a realidade financeira.

“Não se trata de deixar de aproveitar a Copa, mas de evitar que um evento de poucas semanas gere um impacto financeiro que dure o ano inteiro. A conta da emoção sempre chega”, conclui.

Sobre Ricardo Hiraki

Ricardo Hiraki é empreendedor, investidor e CEO da Plano Fintech. O especialista atua no desenvolvimento de soluções voltadas à educação financeira, organização do orçamento e redução de dívidas.

Sobre a Plano Fintech

Fundada em 2018, a Plano Fintech desenvolve soluções de educação financeira para pessoas que desejam organizar as finanças e tomar decisões mais conscientes sobre o uso do dinheiro.

A empresa já apoiou mais de 200 mil brasileiros na redução de dívidas e no reequilíbrio financeiro.

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