sábado, julho 4, 2026
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Baterias de carros elétricos podem gerar 43 mil toneladas de lixo perigoso até 2030

Um dos principais representantes da economia verde, o carro elétrico pode gerar cerca de 43 mil toneladas de lixo perigoso até 2030. Os dados são de um levantamento da Universidade Veiga de Almeida (UVA), divulgado em 2022. Segundo o estudo, a principal causa é a falta de regulamentação para a logística reversa das baterias desses veículos.

Embora o modelo seja apontado como uma solução ESG, por reduzir emissões de gases de efeito estufa, especialistas alertam que, sem boas práticas de descarte, as baterias podem se transformar em um problema ambiental no futuro.

Falta de regulamentação preocupa especialistas

Para especialistas, é necessário ampliar o debate e criar regulamentações específicas para a logística reversa das baterias. Segundo o coordenador de Engenharia Mecânica da Faculdade Anhanguera, Mauro Paipa Suarez, os impactos precisam ser analisados de forma ampla, considerando meio ambiente e qualidade de vida.

“Desde a fabricação até o descarte, os VEs ainda enfrentam desafios na produção, vida útil e, principalmente, no descarte das baterias. Há propostas de reaproveitamento, mas isso não resolve totalmente o impacto ambiental, que pode ser grave até 2030”, afirma.

Ele acrescenta que o mercado de veículos elétricos deve continuar crescendo, especialmente no Brasil, mas ainda exige melhorias nos materiais das baterias e nos sistemas de carregamento antes de uma expansão mais ampla.

Soluções para reduzir o impacto ambiental

O especialista também aponta possíveis caminhos para minimizar os riscos ambientais das baterias de carros elétricos:

• Reciclagem aprimorada: investir em tecnologias para recuperar materiais como lítio, cobalto e níquel;
• Baterias mais sustentáveis: desenvolver novos materiais menos agressivos ao meio ambiente;
• Reutilização: uso das baterias em sistemas de armazenamento após o ciclo automotivo;
• Programas de recolhimento: incentivo à devolução de baterias usadas;
• Incentivos fiscais: apoio a empresas que investem em reciclagem;
• Educação: conscientização sobre descarte correto.

Alternativas de mobilidade em desenvolvimento

Além dos carros elétricos, outras tecnologias também são estudadas como alternativas de mobilidade sustentável:

• Hidrogênio: células de combustível com emissão apenas de água;
• Indução: carregamento sem conexão física;
• Supercapacitores: armazenamento mais eficiente de energia;
• Baterias de estado sólido: mais seguras e mais fáceis de reciclar;
• Carregamento dinâmico: energia durante o movimento.

Segundo o especialista, nenhuma solução é perfeita isoladamente. “O caminho pode ser a combinação de soluções sustentáveis”, reforça.

Ele também destaca que reduzir o uso de veículos motorizados individuais pode ajudar, já que muitas pessoas se deslocam sozinhas, gerando consumo desnecessário de energia.

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